Sífilis causando lesões ulceradas crostosas disseminadas em paciente imunossuprimido
DOI:
https://doi.org/10.5935/2764-734X.e202205011Palavras-chave:
Sífilis Cutânea, Síndrome de Imunodeficiência Adquirida, Verrugas, Relato de CasoResumo
Indivíduos infectados pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV) possuem maior risco de coinfecção com sífilis, podendo cursar com evolução diferente daqueles soronegativos, por vezes de forma mais rápida e agressiva. A manifestação de secundarismo é proporcionalmente mais prevalente, sendo a sífilis maligna (SM) uma forma rara deste estágio da doença, mas com expressivo aumento do número de casos após a epidemia de aids. A SM apresenta-se com lesões pleomórficas, descritas classicamente como úlcero-nodulares disseminadas, acompanhadas de sintomas constitucionais mais intensos. Este relato descreve o caso de uma paciente cujo diagnóstico de HIV foi simultâneo ao de sífilis recente, ocorrido durante investigação de lesões cutâneas disseminadas, ulceradas e crostosas, por vezes com aspecto rupióide. O diagnóstico de sífilis secundária foi estabelecido em associação a neurossífilis assintomática. Apesar dos critérios clínicos e laboratoriais compatíveis com o diagnóstico de SM, a apresentação cutânea infrequente mereceu os diagnósticos diferenciais agrupados como síndrome verrucosa, em especial a esporotricose.
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